Plágio ou Tendência?

terça-feira - 29 de setembro de 2009
Publicado por: Diego Cox

A Rede Record de Televisão apresentou ontem sua nova arma na guerra com a TV Globo

Record x GloboEm setembro de 2007, poucos dias após o lançamento da nova home do portal globo.com, escrevi esse texto onde frisava o lançamento de uma nova tendência de arquitetura em portais do “mainstream”. Na minha visão era bastante claro que o modelo lançado pelo portal da Globo seria seguido pelo World Wide Web à fora.

Não demorou muito, primeiro o UOL Notícias replicou o modelo, em seguida veio o Terra e, logo após o iG. Analisando esses portais fica muito claro a inspiração adquirida no portal global, as marcas do UX da globo.com estão presentes em vários aspectos nos portais citados.

Ontem foi lançado o R7, portal da Rede Record de TV, nesse projeto – em particular – é onde a inspiração global e a tendência lançada em 2007 estão mais presentes. Começando pelo nome que é uma grande alusão ao G1, portal de notícias da CGJ. Chega a ser curioso a composição desses nomes, na Globo G1 significa Globo 1, o pólo central do jornalismo ágil, dinâmico e participativo. Já o R7 – Record 7 – Significa notícias 24 horas por dia 7 dias por semana, sempre “frescas”e de primeira mão, pregando o jhornalismo contínuo e incessável.

A parte de Arquitetura da informação, dispensa comentários, é uma cópia escarrada do portal da Globo. Há alguns anos atrás não duvidaria de que a Record teria tirado profissionais da globo.com para contruir seu portal. Mas, dentro da realidade, isso pode ser feito sem nenhum ex-profissional global envolvido. Com um firebug, e alguns outros add-ons é possível “sugar” todo e qualquer arquitetura e layout de um portal on-line.

Para sua logomarca a Record buscou “inspiração” em outra URL – no Meme – da gigante Yahoo!, fica díficil encarar que qualquer semelhança é mera coincidência. Vejam as duas marcas e tirem suas próprias conclusões.

Mas o objetivo desse post não é vitimizar a globo.com, como plagiada, tampouco acusar a Record e os outros portais citados como plagiadores.

A grande questão é: por que veículos de porte tão grande, não criam sua própria identidade, seus própios padrões e seu próprio mundo. Por que dentro da história da internet, poucos lançam tendêncuas e tantos as copiam.

Outra questão: é positivo ou negativo ser copiado? Do ponto de vista positivo mostra a qualidade do produto lançado e a criação de um padrão genérico, a ser seguido pela concorrência. Pelo ponto de vista negativo, onde a percepção da falta de criatividade da concorrência é uma ameaça para as nova tendências que essa empresa almeja emplacar, assuta.

Penso que não existe lado certo ou errado, a mensagem principal dentro de todo esse conceito é que empresas como a globo.com conduzem a internet para a frente, enquanto que aqueles que copiam, pouco ou muito, estão de alguma forma correndo atrás de um prejuízo e certificando que a visão inovadora da sua concorrente tem mais futuro do que a sua própria visão.

Finalizando, ontem a Record abriu mais uma frente na sua incansável batalha com a TV Globo. A internet foi o último porto conquistado pela Record, na sua tentativa de consolidar sua superioriedade e conquistar o topo da mídia de massa no Brasil. Enfim, essa é uma outra estória, muito mais longa, complexa e sombria.

Agora é esperar a globo.com se reinventar e assistir – novamente – a adaptação da concorrência ao novo padrão.

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