O New York Times é um exemplo a ser seguido
A onda da Web 2.0 atingiu em cheio os tradicionais veículos de mídia, nos EUA e na Europa. Depois de anunciar, em fevereiro, a intenção de abandonar sua edição impressa daqui a cinco anos um dos maiores jornais do mundo investe cada vez mais em ferramentas de participação e customização para seus leitores.
Foi lançada na última sexta-feira a nova versão do My Times, uma nova forma do usuário personalizar a informação no site do jornal New York Times. O My Times é bastante parecido com o iGoogle, permitindo aos usuários criar páginas customizadas organizando a informação do jornal e de qualquer outro site.
A sacada de permitir a inclusão do conteúdo de fontes que não sejam do jornal foi realmente genial, limitar o conteúdo do NYT seria um tiro no pé. Nesses novos tempos o internauta já provou o gosto da liberdade e não abrirá mais mão dela. Dessa forma a equipe web do NYT percebeu que se não permitisse a inclusão do conteúdo de terceiros em sua ferramenta não atrairia usuários.
Para aqueles que já haviam experimentado o My Times irão encontrar uma série de melhorias nessa nova versão. A estabilidade melhorou consideravelmente, o usuário pode criar múltiplas páginas para agrupar e categorizar o conteúdo – assim como no iGoogle -, os resultados de buscas também foram aprimorados. O ponto alto dessa nova versão é a possibilidade de incluir widgets como: previsão do tempo, palavras cruzadas e muito mais.
Os responsáveis alertam que a ferramenta ainda está em desenvolvimento por isso alguns bugs ainda podem ser encontrados, deixando um canal de reclamações aberto com o usuário. Muitas melhorias e novidades foram implementadas baseado no feedback dos internautas. Um blog foi criado para possibilitar discussões e comentários em torno do My Times, qualquer um pode participar.
Definitivamente os EUA guiam as tendências da web, isso não é nenhuma novidade. Veículos de mídia importantes como o próprio NYT, USA Today e o inglês BBC estão cada vez mais investindo na internet e convergindo para esse meio. No Brasil esse movimento ainda é muito lento e confuso, entre os maiores veículos do país observamos poucas inovações e projetos desse tipo. O problema é que essa não é uma onda passageira e o tempo que estamos perdendo no presente poderá ser irrecuperável no futuro.
Artigos Relacionados:
- New York Times pode desistir de edição impressa em 5 anos
- A Web 2.0 invadindo os jornais
- Existe um “prosumer” dentro de você?
- SEO: Algumas ferrramentas úteis
- Novo Winamp faz streaming a partir do PC
[...] – O New York Times é um exemplo a ser seguido [...]